Costa admite aumentos para a função pública em 2020

Em entrevista à SIC, o primeiro-ministro admite atribuir aumentos salariais a toda a administração pública, fazendo depender uma decisão final da manutenção de uma trajetória de crescimento económico e de sustentabilidade das contas públicas.

Em declarações feitas à estação agora instalada em Paço de Arcos, o primeiro-ministro lembrou que para 2019 o Governo dispunha de uma margem orçamental de 50 milhões de euros para aumentar os salários da administração pública, tendo a escolha recaído em subidas salariais para quem ganha menos em detrimento de um aumento de menor valor para todos os trabalhadores.

No entanto, o também líder do PS faz depender o aumento generalizado da função pública da evolução da economia e do equilíbrio das contas públicas, de forma a assegurar a “irreversabilidade de tudo o que conquistámos” e de maneira a não colocar em causa o “interesse nacional. “A minha expectativa é que se o país mantiver a trajetória de crescimento e de consolidação das finanças públicas que tem tido, para o ano possamos retomar a normalidade.”

A normalidade referida pelo governante socialista diz respeito à “reposição anual dos salários”, objetivo que nem sequer estava previsto para a atual legislatura. Costa adiantou que a exequibilidade deste objetivo poderá ser medida em Abril, altura em que o Governo entrega em Bruxelas o Programa de Estabilidade: “aí poderemos perspetivar com o que poderemos contar para 2020, 2021, 2022 e 2023”.